
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
o que é ser ético?

domingo, 28 de setembro de 2008
Pedagogia do Amor

Através da análise de histórias como de Sherazade, Damon e Pitias, Dom Quixote, Davi e Golias, Vidas Secas, Hercules, Cinderela, Rei Salomão, Patinho feio e Estrela de jóias. Chalita nos conduz a uma viagem fascinante, repleta de aventuras e lições de vida.
Ensina o valor do amor, da amizade, do idealismo, da coragem, da esperança, do trabalho, da humildade, da sabedoria, do respeito e da solidariedade, numa sociedade em que a aparência vale mais do que a essência, em que a competição e o individualismo impõem as regras dos relacionamentos, contaminando as possibilidades de companheirismos, de amizade e de amor.
É uma tarefa árdua, mas para pessoas comprometidas, com o ato de formar, informar, transmitir saberes, valores imbuídos num ato de amor, essa jornada torna-se especial. Como dizia o grande mestre Paulo Freire: “Educar é um ato de amor”, e quando educamos com amor, tudo fica mais fácil. Vale a pena ler.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
VIDA

Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade. Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. Aí sim, a vida de verdade começaria. Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
(...) portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;
até que você perca cinco quilos;
até que você ganhe cinco quilos;
até que você tenha tido filhos;
até que seus filhos tenham saído de casa;
até que você se case;
até que você se divorcie;
até sexta à noite;
até segunda de manhã;
até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
até o próximo verão, outono, inverno;
até que você esteja aposentado;
até que sua música toque;
até que você tenha terminado seu drinque;
até que você esteja sóbrio de novo;
até que você morra;
...E decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO...
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Os políticos e a herança sofista
Ontem o governo inaugurou no bairro onde moro uma arena esportiva, os moradores foram convidados formalmente. Fiz questão de ir. Pois a área onde fica a arena, já havia um campo de futebol que havia sido inaugurada há pouco mais de um ano. No entanto o serviço foi tão mal feito que na época das chuvas, de campo de futebol se transformava num rio. Mas como é ano eleitoral, milagrosamente, o governo teve dinheiro para reestruturar essa obra. O mais surpreendente é que fica do lado de uma escola estadual e o mato já estava quase na altura do muro e num piscar de olhos tudo fica limpo.
Quatro anos é muito tempo, realmente, acho que todo ano deveríamos trocar nossos governantes. Talvez assim eles fizessem mais pelo povo. Outro exemplo é o asfaltamento das ruas do bairro, que foram feitas nas últimas eleições para governador. Pasmem, mas só foram asfaltadas as ruas principais e a verba, segundo sabemos era federal. Como moro numa rua que não é principal, temos que conviver com a poeira no verão e a lama no inverno.
Mas onde os sofistas entram na história, pois é – os sofistas eram contemporâneos de Sócrates, mas as lições sofísticas tinham como objetivo o desenvolvimento do poder de argumentação, da retórica, da habilidade de discursos primorosos, porém, vazios de conteúdo. Eles transmitiam todo um jogo de palavras, raciocínios e concepções que seria utilizado na arte de convencer as pessoas, driblando as teses dos adversários.
Na opinião de Sócrates, eles fracassaram em ensinar excelência moral ou virtude. A alegação deles de ensinar arete (excelência) não apenas, na opinião de Sócrates, induzia em erro, mas corrompia também, porque sugeria que podiam produzir excelência moral, ao passo que nada faziam neste particular. Eis aí a heranças...
sábado, 9 de agosto de 2008
Ócio
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Afinal, o que é o tempo?

És um senhor tão bonito
Oração ao Tempo - do genial Caetano Veloso
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Porque viajar é preciso...
Quando viajamos abandonamos provisoriamente a segurança de nossas casas e a identidade garantida por nossas propriedades, nosso trabalho e nossa rede de amizades. As viagens ajudam a relativizar as verdades e fazem circular as idéias.
Viajante e filósofo se assemelham na atitude: ambos se desembaraçam da rotina diária de trabalho e diversão e se deixam levar pela atmosfera de admiração pelo mundo. A diferença sutil, mas clara, é que o viajante tende a se surpreender com os aspectos mais inusitados dos lugares que percorre, ao passo que o filósofo se espanta principalmente com os acontecimentos tidos por banais e evidentes à sua volta.
Aquele que viaja por conta própria, ou é exilado à força, é retirado o seu lugar habitual. O hábito é como uma capa ao véu que cobre as questões, as relações e as coisas. O hábito é como um cobertor de algodão – cobre todos os cantos e abafa os sons, é anestésico, esconde informações. O hábito faz tudo ficar bonito e tranqüilo. Na viagem ou no exílio, em que o cobertor do hábito foi retirado, passamos a perceber de forma mais apurada as coisas e tornamo-nos revolucionários, mesmo que apenas para inventar um novo lugar para morar. Filosofar é migrar voluntariamente, exilar-se da própria casa, da cidade, de si mesmo, retirando a cobertura do habitual que repousa sobre o mundo.
Feitosa, Charles. Explicando a filosofia com arte. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.
